Telhas térmicas ganham espaço em obras residenciais

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Exemplo de aplicação residencial

As telhas térmicas podem ser instaladas em locais como shoppings, supermercados, centros de distribuição, escolas, igrejas e concessionárias. Tradicionalmente, sempre foram mais usadas em edificações industriais, rurais e comerciais como cobertura ou fechamento lateral, devido à resistência e suas propriedades térmicas e acústicas. O panorama, no entanto, está mudando. O produto vem tendo grande aceitação em obras residências e projetos menores por conta da facilidade de instalação, manutenção barata e pelos preços atrativos. “Além disso, o mercado residencial está cada vez mais suprido pelo fato de existirem no mercado telhas térmicas e acústicas em formato que imitam as telhas convencionais de barro”, acrescenta o gerente comercial do Grupo Pizzinatto, engenheiro Francisco Pereira.

Dentre as vantagens em relação a outros tipos convencionais, o coordenador da Isoeste Construtivos Isotérmicos, Júlio César Ramos, destaca o excelente isolamento térmico e acústico, economia na aquisição do sistema de climatização e redução no consumo mensal de energia, maior durabilidade (principalmente se for com aço pré-pintado), excelente acabamento interno (serve como forro), elevada resistência mecânica, perfeita estanqueidade (é fixada sempre na onda alta), não propagação de chamas. 

Patrick Bailey, do departamento de marketing do Grupo Pizzinatto, ressalta que este tipo de telha acaba oferecendo benefícios no isolamento da troca de calor do ambiente interno e externo, além de ter propriedades acústicas neste mesmo cenário. “ Devido ao fato de serem altamente customizáveis – pode-se escolher a matéria prima, tamanho, modelo, acabamento e a cor – elas são  fabricadas sob medida com base nas especificações do projeto. Como resultado, há menos desperdício de material, variedade de acabamentos internos, estanqueidade superior, além da economia de material estrutural e tempo de instalação reduzido comparado com telhas convencionais (barro, cerâmica, concreto etc)”, complementa.

Com base nas características das telhas que a empresa oferece ao mercado,Clayton Júnior de Oliveira, profissional do departamento de vendas técnicas – linha residencial e varejo da Dânica, cita as seguintes vantagens:

– As telhas térmicas são produzidas com núcleo isolante que bloqueiam até 95% do calor, economizando assim em energia elétrica com ar condicionado.

– Com apenas 10Kg/m² em média, as telhas térmicas podem ser manuseadas sem uso de equipamento pesado e instaladas com equipamentos convencionais. “Sendo assim, sua instalação pode ser até 70% mais rápida em comparação com os sistemas convencionais”.

– Devido à leveza do telhado e à resistência estrutural, é possível economizar até 50% do número de terças, eliminando 100% das ripas e, dependendo o modelo, se dispensa o uso do forro interno.

– Por ser produzida com núcleo de poliuretano retardante a chama classe R1, a mesma atende às normas NBR 7358 ABNT, produzidas no Brasil com padrão europeu.

– Por se tratar de uma telha forro (painel), esta mesma se apóia 100% sobre a estrutura, garantindo uma melhor fixação e estanqueidade do produto, suportando assim pesos acima de 60kgs (dependendo da forma de instalação), suportando pequenos impactos de galhos, chuvas de granizo e vento.

Vista externa de casa construída com telha térmica

Vista externa de casa construída com telha térmica

Materiais

As telhas térmicas, popularmente chamadas de “telhas sanduíche”, são compostas por três camadas. A primeira é uma telha comum seguida por uma camada de material com propriedades térmicas e acústicas (PUR, EPS ou lã de rocha), finalizada por um acabamento que pode ser outra telha comum, uma telha perfurada, um forro ou filme. “A matéria prima pode ser aço galvanizado, aço galvalume ou aço pré-pintado, todos com espessura variável de 0,43mm à 0,80mm. Vale ressaltar que o galvalume e o galvanizado podem ser comercializados naturais ou coloridas pelo processo de pintura eletrostática própria”, explica Pereira, do Grupo Pizzinatto.

O engenheiro Danilo Campanhoni, da Isoeste, esclarece que o EPS  possui um coeficiente de condutibilidade de 0,028 kcal/h.m.C – atenderia a qualquer caso, porém, para ter uma eficiência similar ao PUR, necessitaria de uma espessura maior. O PUR possui um coeficiente de condutibilidade de 0,017 kcal/h.m.C  e seria um dos mais eficiente isolantes térmicos para uso industrial. “É  cerca de 70% mais eficiente que o EPS”, diz o engenheiro. “A condutividade térmica equivale à quantidade de calor, transmitida através de uma espessura de um determinado material. Para termos uma ideia, apenas o aço possui um coeficiente de 45,50 kcal/h.m.C, o cimento amianto 0,65 kcal/h.m.C, a cerâmica 0,93kcal/h.m.C e o concreto 1,75 kcal/h.n.C”, acrescenta.

O Grupo Pizzinatto oferece três opções de preenchimento para as telhas térmicas e acústicas: o EPS, PUR  e a lã de rocha. “Devido à fabricação ser própria, o EPS pode ser vendido em diversas espessuras e isso acaba resultando em um produto que pode atender à diferentes necessidades do cliente, além de ser a alternativa mais econômica. O PUR acaba sendo um produto de densidade maior, então é bem eficiente no isolamento térmico ocupando pouco volume, porém, é o material mais caro dos três. A lã de rocha é a melhor alternativa para isolamento acústico e é muito usada em conjunto com telhas perfuradas para conforto acústico interno, porém, sua instalação é a mais demorada e mais cara”, diz Pereira.

O engenheito explica  que as propriedades térmicas e acústicas são influenciadas pela densidade e espessura do material. “No caso do isolamento térmico, quanto mais denso e espesso o material melhor será a performance. Já na acústica, o material com menor densidade e maior espessura assegura a melhor isolamento”, diz

A Dânica informa que utiliza em 100% de suas obras residênciais o Poliuretano Expandido com densidade de 37 a 42kgm³. “É o melhor isolante térmico do mercado atual, com baixo coeficiente de condutividade térmica”, ressalta Oliveira.

Custo x benefício

De acordo com Campanhoni, o custo x benefício destes tipos de telhas pode se dar em vários aspectos:

– Na economia de energia elétrica: “o local precisará de uma carga de resfriamento menor , gerando economia de consumo de energia (também reduzirá a potência do equipamento e o seu custo de manutenção”;

– Na economia de estrutura : “as isotelhas podem ter grandes  espaçamentos de terça, que gera uma redução na estrutura”;

– Na economia de mão de obra:  “por ser fabricada sob medida e por ser plana (aspecto de forro) na parte interna, teremos uma redução na mão de obra de instalação, além de ser rápida  e limpa”.

– Na economia de manutenção: “por usar aço galvalume (podendo ser pré-pintado) não precisa manutenção e também não gera vazamentos, devido ao sistema de fixação ser na onda alta”.

Cuidados no decorrer da instalação

Francisco Pereira afirma que os cuidados começam assim que as telhas chegam ao canteiro de obra. Ele alerta que as mesmas devem ser armazenadas em local seco, coberto e ventilado. Não havendo local coberto para o armazenamento, diz o engenheiro, as telhas devem ser protegidas com uma lona (lonas plásticas não são recomendadas). Para suspender as telhas até a cobertura, balancins e andaimes devem ser usados.
O assentamento das telhas, prossegue Pereira, deve iniciar-se sempre no sentido contrário ao dos ventos predominantes da região, sempre da beira para a cumeeira. “Se o projeto tiver duas águas opostas, a cobertura deverá ser feita simultaneamente, em ambos os lados, assim haverá coincidência das ondulações na cumeeira”, explica.
O deslocamento do pessoal sobre as telhas deve ser feito sobre tábuas apoiadas no sentido longitudinal das telhas e sobre três terças de apoio. “Hastes devem ser fixadas nas ondas altas e parafusos nas ondas baixas das telhas e, após a instalação, limalhas provenientes de cortes e perfurações devem ser removidas, a fim de evitar o início de um processo precoce de corrosão”, complementa.

Para que não ocorra problemas nas telhas, Campanhoni recomenda o seguinte:

– Se necessário transitar  sobre a cobertura, sempre distribuir as cargas usando madeirites/tabuas;

– Nunca montar andaimes ou escadas apoiadas diretamente nas isotelhas;

Quanto à instalação:

– A instalação deve ser de baixo para cima (sentido do beiral/calha para a cumeeira)

– Recomenda-se três pontos de fixação em cada telha, em cada terça.

– Inclinação mínima de 15%: “em casos extremos, cada modelo de isotelha terá seu limite de inclinação”.

– Sempre fixar na onda alta.

Clayton Júnior de Oliveira destaca outros cuidados:

No recebimento:

– O local para o armazenamento dos materiais deverá estar protegidos de ventos e terra, devendo ser plano, evitando deixar pilhas de telhas desequilibradas.

– Proceder a descarga manualmente, tendo cuidado para evitar arranhões na chapa e danos no revestimento.

– As telhas devem ser manuseadas pelas laterais, evitando sustentá-la somente na chapa externa.

No início da instalação:

– As terças deverão estar niveladas entre si, respeitando linearmente a inclinação do telhado, afim de que a telha apoie igualmente nas terças.

Sobre a manutenção, Oliveira é enfático: “Por se tratar de uma telha fabricada em aço galvalume de alta resistência e durabilidade, esta é uma telha que não neecssita de manutenção, e o índice de quebra é 0%. Ela é 100% impermeável”.

Francisco Pereira dá a dica: a manutenção preventiva da cobertura metálica se limita basicamente à limpeza das calhas inspeção da vedação (borrachas dos parafusos) nos locais de fixação”, conclui.

Fonte: www.engenhariaearquitetura.com.br

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